Vida, planos, destino, sonhos, idas e vindas… essa é a temática de Simplesmente Acontece (Love, Rosie, 2014), adaptação do livro Onde Terminam os Arco-Íris (Cecelia Ahern). Digamos que o filme começa do jeito que eu gosto: pelo fim, o que dá logo aquele gostinho de “quero mais”. Ali, está Rosie Dunne – interpretada por Lily Collins, por quem sou apaixonado desde Ligados pelo Amor (Stuck in Love, 2012) -, com a tensão típica antes de um discurso. Ele não é nada menos que “o discurso” de casamento do seu melhor amigo desde a infância, Alex Stewart (Sam Claflin, acredito que em seu primeiro filme, de verdade, como galã de arrancar suspiros das moças na sala de cinema).

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Uma volta ao passado mostra que, para ela, Alex não é apenas o melhor amigo: é o amor de sua vida (alguém se identifica?). As vidas desses jovens ingleses, no entanto, ganham tortuosas trajetórias: ele se envolve com a garota mais linda da escola, Bethany Williams (Suki Waterhouse), mas seu sonho é cruzar o Atlântico e cursar o ensino superior nos Estados Unidos, acompanhado de Rosie, em uma nova vida; ela, por outro lado, se envolve com o cara mais babaca, Greg (Christian Cooke), com quem tem uma filha.

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A partir de então, os planos caem por terra: Alex vai para Boston, e Rosie é “obrigada” a assumir uma vida de mãe solteira, que, ainda assim, mora com os pais, sem perder a energia de sua juventude. Nesse vai e vem da vida, qualquer um poderia dizer que Rosie e Alex renunciaram ao direito e desejo de estar um com o outro, mas há uma ligação maior.

Rosie não deixa de sonhar, e ela faz tudo para conquistar sua grande meta. Alex, mesmo assumindo outros relacionamentos, nunca deixou de querer que o coração de Rosie fosse seu. É no casamento de seu melhor amigo Alex e a tão cobiçada Bethany, e após tantos obstáculos, que Rosie percebe que sua vida, realmente, só têm sentido de uma forma: com ele.

A cada cena, o enredo – com 100 minutos de duração – vai nos ensinando que, para que as coisas aconteçam em nossas vidas, é preciso empenhar-se, correr riscos, cruzar fronteiras, renunciar ao conforto pelo qual nos entregamos àquilo que chamamos de “destino”. E, também, nos indica que nunca é tarde para conquistar o que se quer.

Esse “romântico-drama-cômico” mostra a vida como ela é: simplesmente acontece.

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