terça-feira, outubro 24, 2017
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Chuva abaixo da média no MA

Chuva
Centro-norte e leste do Maranhão deve ter chuva abaixo da média entre maio e julho de 2016
Centro-norte e leste do Maranhão deve ter chuva abaixo da média entre maio e julho de 2016

Previsão climática divulgada pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) projeta chuvas abaixo do normal em parte do semiárido da região Nordeste, incluindo o centro-norte e leste do Maranhão, para o período entre maio e julho de 2016. Nas regiões oeste e sul do Estado, a previsão é de chuvas e temperaturas dentro da normalidade. As projeções levam em consideração as análises de condições oceânicas e atmosféricas globais.

Um dos motivos para a ‘anomalia’, segundo o CPTEC/Inpe, é o fenômeno atmosférico-oceânico El Niño – caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais no oceano Pacífico tropical, que afeta o clima global –, que se encontra em declínio com valores até 2°C mais quentes que a climatologia em algumas áreas do Pacífico Equatorial. Outro motivo é a influência da Zona de Convergência Intertropical (Zcit), atuou mais ao norte que sua posição normal para o período no mês de março, contribuindo para o deficit de chuvas em grande parte do Nordeste.

Entre janeiro e abril de 2016, no entanto, as chuvas excederam a média histórica em áreas do Amazonas, Pará e Rondônia. No Maranhão, valores diários registrados na cidade de Turiaçu (até 138 mm) surpreenderam, segundo dados das estações convencionais do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Distribuição das chuvas no primeiro quadrimestre de 2016
Distribuição das chuvas no primeiro quadrimestre de 2016
Distribuição das chuvas no primeiro quadrimestre de 2015
Distribuição das chuvas no primeiro quadrimestre de 2015

Queimadas
Em março de 2016, foram mapeados 3,8 mil focos de queimadas no Brasil, reflexo de um período mais seco e quente na Amazônia e no Nordeste, influenciado pelo El Niño. Março foi o quarto mês consecutivo de recordes de queimas. No Maranhão, o aumento foi de 130%, com 123 focos.

O trimestre maio-junho-julho é considerado de intensas queimadas no país.

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Maurício Araya
Jornalista graduado (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 Maranhão; e vencedor de duas etapas estaduais do Prêmio Sebrae de Jornalismo, categoria Webjornalismo
http://www.mauricioaraya.com.br