O inverno no hemisfério sul do planeta está chegando, começa no próximo 21 de junho (uma quarta-feira), e a queda de temperatura e a diminuição na umidade do ar, nas regiões ao sul do Brasil, são mudanças que os animais mais sentem no inverno. Por isso, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) elaborou orientações de cuidados com os pets no inverno.

Cães e gatos são mais propensos a sofrer de doenças respiratórias, osteoarticulares e oculares no inverno
Cães e gatos são mais propensos a sofrer de doenças respiratórias, osteoarticulares e oculares no inverno
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Cães e gatos, neste período, são mais propensos a sofrer de doenças respiratórias, osteoarticulares e oculares. Segundo médicos-veterinários, alguns dos sintomas que os pets podem apresentar são espirros, tosses, secreção nasal, febre, entre outros.

Pensando no bem-estar dos animais domésticos, o médico-veterinário doutor Rodrigo Mainardi, conselheiro e integrante da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP, indica oito cuidados para que a saúde dos pets não seja afetada.

Proteção

Uma das principais recomendações dos médicos-veterinários é proteger os animais do vento e da chuva. Casinhas, cobertas e roupas são itens essenciais nesse período.

Entre as raças que mais sentem frio, estão os cães magros e de pelo curto, como o Pinscher e o Tekel. Já os cães que apresentam várias camadas de pelo e subpelo, como o Chow Chow e o São Bernardo, podem não precisar de roupas dentro de casa, mas ainda é importante que tenham cobertores e abrigos à sua disposição.

Para os passeios, dê preferência a locais não tão expostos ao vento e a chuva
Para os passeios, dê preferência a locais não tão expostos ao vento e a chuva

E, ao sair para passeios, além de vestir os animais, é recomendado que se dê preferência a locais não tão expostos ao vento e a chuva – e se possível, esperar para sair em períodos do dia em que a temperatura esteja mais amena.

Tosa

No inverno, as tosas mais curtas devem ser evitadas, já que a pelagem longa ajuda na proteção. Essa recomendação é ressaltada no caso de animais idosos ou que ficam ao relento, que, sem as tosas baixas, podem aproveitar sua proteção natural e ter menos exposição a agentes patológicos.

Apetite do animal

É comum, em dias frios, que o animal apresente aumento no apetite e passe a comer mais. A recomendação é ficar de olho nas refeições do animal e, se for o caso, dosar na quantidade.

A ingestão de ração industrializada em excesso pode levar ao aumento de peso de forma rápida, assim como o exagero na comida caseira

Vacinas

Para os cães e gatos, as pneumonias bacterianas também são mais comuns no inverno – o que representa um sinal de alerta. A recomendação dos médicos-veterinários é que as vacinas estejam sempre em dia e que nos passeios, locais com muitos animais sejam evitados devido a aglomeração e proliferação de bactérias.

No frio, também é mais comum a contração de traqueobronquite infecciosa canina, conhecida também como tosse dos canis, doença altamente contagiosa e ainda mais perigosa entre idosos e filhotes.

Escovação

Os animais, no frio, tendem a se lamber mais e acabam engolindo mais pelos do que o normal. Nos gatos, isso é mais preocupante, já que os pelos podem formar bolas no estômago e levar à constipação intestinal. Nos cães, o principal problema é a formação de nós, que podem levar a lesões de pele.

Banhos

Segundo os médicos-veterinários a frequência de banhos nos animais deve ser diminuída e, para a limpeza, o melhor é preferir dias de temperatura mais amena. A água do banho deve ser morna, e, logo depois, a secagem total do animal é essencial para que ele não fique exposto ao clima.

O ideal é que o animal não saia de casa por 30 minutos após o banho

Exercícios

No inverno, os animais tendem a mostrar menos disposição para atividades físicas. O frio, no entanto, é um ótimo período para isso, já que o apetite do animal costuma aumentar.

Em casa, é importante o estímulo de brincadeiras que os façam gastar a energia acumulada – e os passeios, se possível, também devem incluir brincadeiras e corridas, de preferência em horários com mais sol.

Hibernação

Nos dias muito frios é comum se notar uma mudança de comportamento do animal, que por vezes fica mais letárgico e sonolento, mas é preciso ter cuidado especial com répteis, alerta Mainardi.

Eles não têm controle de temperatura corporal, portanto sua temperatura é bem próxima a do ambiente. Caso não tenham aquecedores específicos para a espécie, hibernação poderá ocorrer principalmente nos cágados, tartarugas e jabutis. Muitos proprietários confundem a hibernação com o óbito do animal

Vale ficar de olho nos bichinhos.

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