Estudo divulgado pela revista científica The Lancet, apontou que o cigarro é responsável por uma em cada 10 mortes no mundo. Apesar de crítica, a situação do Brasil aparece como um bom exemplo nessa estatística: nos últimos 25 anos, a porcentagem de fumantes diários no país despencou de 29% para 12% entre os homens; já entre as mulheres esse número caiu de 19% para 8% dos casos.

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Entre as razões apontadas pela pesquisa para essa queda está a combinação entre impostos mais altos com avisos sobre doenças e problemas causados pelo fumo impressos nos maços do produto.

Mas, apesar de toda informação disponível sobre o cigarro, boa parte dos tabagistas ainda não acredita que esse vício possa fazer mal à saúde.

Não por acaso a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta o tabagismo como a principal causa de morte evitável no mundo. Segundo a entidade, estima-se que 2,8 bilhões de pessoas sejam fumantes.

Há um estudo que mostra que 60% dos pacientes avaliados não acreditavam que fumar aumentava o risco de infarto agudo do miocárdio, por exemplo

Bianca Coutinho, pneumologista do Hospital do Coração do Brasil (HCBr), da Rede D’Or São Luiz

Já o número de mortes anuais causadas pelo uso do tabaco chega a 4,9 milhões, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia.

De acordo com o Ministério da Saúde, desde 2011, o número de fumantes no Brasil caiu 34%. No Distrito Federal, a queda foi de 46,6%, no entanto, 10% da população do DF acima de 14 anos ainda é fumante. Uma medida que corrobora essa significativa diminuição é a Lei Antifumo nº 12.546 de 2011 que, em seu Art. 49., proíbe o fumo em recintos coletivos fechados, sejam eles públicos ou privados.

Algumas doenças estão relacionadas ao tabagismo, entre elas, as cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio – fumar aumenta o risco em seis vezes para as mulheres e em três para os homens – acidente vascular cerebral (AVC), câncer de bexiga, laringe e pulmão.

Doenças pulmonares como a doença obstrutiva crônica (DPOC) e doenças pulmonares intersticiais, também podem aparecer por decorrência desse vício

Parando de fumar

A médica da Rede D’Or destaca algumas medidas para se livrar desse vicio: mudar os hábitos diários, eliminando e/ou modificando situações do dia-a-dia que levavam a pessoa a fumar, terapia cognitivo-comportamental individual ou em grupo, tratamentos medicamentosos com comprimidos antidepressivos e terapias de reposição da nicotina.

Lembrando que todos os tratamentos devem ser acompanhados por um médico.

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