As pessoas, em geral, têm apresentado sintomas de perda de audição cada vez mais cedo, e para preservar o sentido e evitar que sejam pegos de surpresa, a prevenção é primordial.

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Neste grupo, estão as crianças, nas quais, ao nascer, não foram feitos os testes da orelhinha – ou adquiriram problemas auditivos em função do uso excessivo de alguns remédios, hereditariedade ou mal congênito – e, ao longo da infância, demonstram sinais de que não ouvem bem.

Também estão os adolescentes que se isolam do mundo com seus fones para ouvir música em volume altíssimo – e podem desde então ter danos auditivos.

Sem falar dos adultos que já têm dificuldades para ouvir a partir dos 30, 40 anos mas custam a admitir o problema.

Apenas 40% das pessoas com problemas de audição reconhecem que ouvem mal e a falta de informação, além do preconceito, fazem com que a maioria demore, em média, seis anos para tomar uma providência.

A fonoaudióloga Isabela Papera, da Telex Soluções Auditivas, elenca 10 fatores que podem desencadear perda auditiva e dá dicas de prevenção.

A poluição sonora é um problema grave nas grandes cidades: trânsito, buzinas, carros de som, barulho de obras e britadeiras são os vilões no dia a dia. Além do incômodo, o excesso de barulho afeta a saúde física e psicológica, produzindo estresse, ansiedade e aumento da pressão sanguínea.

Quando o ruído é intenso e prolongado, pode causar também perda de audição. Uma das soluções mais baratas e inteligentes de prevenção é o uso de protetores de ouvido.

Curte a música lá no alto? Hábito pode ser extremamente perigoso para a audição
Curte a música lá no alto? Hábito pode ser extremamente perigoso para a audição

E, para fugir do barulho das ruas, muitas pessoas recorrem aos fones de ouvido: eles são nossos parceiros para ouvir música em momentos do dia a dia, como no transporte público, nos deslocamentos pela cidade ou na hora da malhação. E quem não gosta de música, não é mesmo? Mas este hábito pode ser extremamente perigoso se o volume do som nos fones estiver em níveis acima do recomendado.

Se você faz uso das hastes flexíveis, tem bons motivos para mudar de hábito: elas devem ser utilizadas somente na parte externa da orelha
Se você faz uso das hastes flexíveis, tem bons motivos para mudar de hábito: elas devem ser utilizadas somente na parte externa da orelha

Não coloque objetos dentro do ouvido, nem mesmo hastes flexíveis: elas devem ser utilizadas apenas para limpar a parte externa da orelha. Ao serem inseridas no canal auditivo, as hastes empurram o cerúmen para dentro, bloqueando a passagem do som e podendo machucar o tímpano, com riscos de perda auditiva.

Medicamentos: alguns antibióticos, quimioterápicos, diuréticos e anti-inflamatórios estão entre os remédios mais tóxicos para os ouvidos. O uso deles com frequência ou por longo período pode causar perda auditiva. Não faça uso de medicamentos sem recomendação médica.

Doenças: algumas doenças, como a meningite e a rubéola, podem lesar a cóclea e as vias auditivas e levar à perda de audição. Coqueluche, sarampo, complicações na gravidez, infecções de ouvido e traumas acústicos provocados pela exposição em excesso a ruídos também trazem riscos para a saúde auditiva.

Os níveis de barulho em casa também têm grande impacto na audição: TV, rádio, aparelhos de som, videogame, tablets e celulares fazem parte da rotina e podem ser perigosos à audição dependendo do volume em que forem utilizados.

Respeitar os limites de decibéis recomendados por especialistas é importante, não só em consideração aos vizinhos, mas principalmente em benefício da própria saúde. A exposição contínua a ruídos superiores a 80 decibéis pode causar perda progressiva da audição.

Profissionais expostos a ruídos por longos períodos devem fazer uso de equipamentos de proteção
Profissionais expostos a ruídos por longos períodos devem fazer uso de equipamentos de proteção

É preciso atenção ao ambiente de trabalho: algumas profissões são perigosas aos ouvidos e devem ser tomados alguns cuidados, como o uso de protetores.

Músicos, produtores musicais, operadores de áudio, bartenders, funcionários de boates e todos aqueles que trabalham em fábricas, gráficas ou pistas de aeroportos, entre outros, correm risco de perder a audição mais cedo por conta da exposição contínua a barulhos intensos.

Qualquer ruído que possa prejudicar a saúde e comprometer a qualidade de vida pode ser considerado poluição sonora. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um ruído que excede 50 decibéis (dB) já pode ser potencialmente perigoso ao ouvido. Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) fixam níveis para diferentes tipos de ambientes, que podem variar de 45 db em ambientes hospitalares a 65 dB em escritórios, por exemplo.

Um trabalhador não deve ser expor a uma carga sonora maior que 80 decibéis por mais de oito horas diárias. Se o ruído for maior, atingindo, por exemplo, 98 decibéis, a tolerância permitida é bem menor: pouco menos de 10 minutos diários neste ambiente.

Um estudante desatento nas aulas nem sempre está desinteressado: ele simplesmente pode ouvir mal e assim não consegue aprender direito. Costuma ter conflitos de relacionamento na escola e apresentar distúrbios de comportamento, como falta de concentração ou retraimento em excesso. Está comprovado que alunos com problemas de audição têm um rendimento escolar inferior. É preciso atenção para detectar logo a deficiência auditiva e procurar um especialista.

Atenção motociclistas! Se você gosta de pilotar embalado pelo ronco de sua moto e quer fazer isso por muitos e muitos anos, vale à pena proteger seus ouvidos durante seus passeios pelas ruas e estradas.

Estudo do Instituto Nacional de Surdez e Outras Doenças de Comunicação dos Estados Unidos constatou que uma moto emite ruídos em torno de 95 decibéis (dB). O risco a problemas auditivos é maior quanto maior for o barulho e o tempo de exposição do piloto ao excesso de ruído. O melhor é fazer uso de protetores auriculares.

Quem tem o hábito de colocar o som do carro em volume altíssimo enquanto trafega com seu possante também pode estar prejudicando a sua audição: em qualquer ambiente fechado, o som fica concentrado e com o volume alto, os riscos são grandes de perda auditiva, se essa prática for frequente.

O envelhecimento natural do corpo também afeta a audição. Trazer à tona o problema é a melhor coisa a fazer. Familiares e amigos podem oferecer um apoio importante. O tratamento é feito geralmente com aparelhos auditivos e resulta em melhoras significativas na qualidade de vida do indivíduo tratado.

O passo mais importante ao desconfiar que você, seu filho, um parente ou amigo tem alguma dificuldade para ouvir é procurar um otorrinolaringologista para avaliar a causa, o tipo e o grau da perda de audição. A partir do resultado de testes como a audiometria, é indicado o tratamento mais adequado.

Muitas vezes, o uso de aparelho auditivo resolve o problema. Atualmente os aparelhos são minúsculos, discretos, não ofendem a vaidade.

Então, por que não pensar no assunto e fazer logo um exame?

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