Há alguns anos, quando um professor solicitava uma pesquisa escolar era necessário buscar informações nos livros de bibliotecas públicas ou, para quem tinha em casa, nas páginas da Enciclopédia Barsa. Hoje, com apenas um clique, a informação aparece na tela do tablet ou smartphone. Mesmo com essa realidade, e com mais de 80% da população brasileira entre 9 e 17 anos usando a internet, a educação por meio dos artefatos tecnológicos ainda é um desafio.

Coleta seletiva: veja onde descartar resíduos recicláveis em São Luís
Publicidade
Curta e compartilhe

Para o professor e coordenador do núcleo de ensino à distância (Nead) da Faculdade Batista de Minas Gerais, Rogério Rocha, a sociedade mudou e a tecnologia foi um catalizador desse processo. Querendo ou não, a escola teve e está tendo que mudar, e a tecnologia que era vista como algo externo, quase que decorativo, hoje é uma demanda vital por parte da sociedade e dos alunos.

“O maior desafio hoje não é trazer a tecnologia para dentro da sala de aula, mas, dominar a metodologia que a escola utilizará neste contexto. É preciso que elas sejam dinâmicas o suficiente para se apropriarem desses novos artefatos tecnológicos utilizando-os como meios de disseminar os conteúdos educacionais”, reforça Rogério.

O educador afirma ainda que o papel do professor hoje é caminhar junto com o aluno, auxiliando-o na construção do conhecimento.

“Devemos fazer um trabalho bem próximo dos professores, para que eles se apropriem de todo o aparato tecnológico que nos cerca sintam-se seguros para conduzir o uso dos mesmos em sala de aula. Alguns ainda intimidados com as inovações, e o papel da escola é criar um ambiente de aprendizagem primeiro para os professores, depois com foco nos alunos”, completa.

Realidade dentro da sala de aula

Informação e conhecimento, agora, estão em mãos
Informação e conhecimento, agora, estão em mãos

A dupla tecnologia e educação já é realidade em algumas escolas. No Colégio Batista Mineiro, em Belo Horizonte, alguns aplicativos já são usados como ferramentas educacionais e contribuem para reforçar e facilitar o que é aprendido em sala de aula, por exemplo.

Segundo a supervisora escolar e coordenadora de disciplinas da instituição, Flávia Juliana da Silva, os apps são utilizados tanto nas aulas como via smartphones de qualquer lugar. Muitos deles possibilitam aos professores construir gráficos para o acompanhamento da evolução de cada aluno.

“Grande parte das ferramentas que utilizamos hoje no colégio é o aluno que constrói por meio do conhecimento de Inter links que vão surgindo de acordo com suas pesquisas. Isso agrega valor ao conhecimento e aprendizagem. Nosso objetivo ao utilizar a tecnologia é deixar a aula mais atrativa e divertida, mas, o foco é o aprendizado. Nossos professores guiam os alunos na construção do conhecimento por meio da busca fundamentada dos dados e informações”, afirma.

De acordo com a supervisora, os resultados são satisfatórios. “Percebemos que, com a utilização desses artefatos há uma maior atenção e concentração dos alunos. Buscamos motiva-los a se interessarem por essa jornada do conhecimento e acredito que estamos conseguindo isso”, finaliza.

Gostou do conteúdo? Então, deixe seu comentário! Ele é muito importante para mim.

Envie sua sugestão de novos assuntos pelo Messenger. Curta e siga o Blog do Maurício Araya no Facebook, Twitter e Instagram; e inscreva-se no canal no YouTube. Receba, ainda, novidades e ofertas exclusivas por e-mail inscrevendo-se na newsletter.