Mostra Sesc de Cinema: inscrições vão até 1º de outubro

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Estão abertas, até 1º de outubro de 2017, as inscrições para a Mostra Sesc de Cinema 2017/18. Podem ser inscritos curtas-metragens (de até 30 minutos, com créditos) e longas (superior a 70 minutos). Realizado em duas etapas: estadual e nacional, na última edição o Maranhão classificou 12 curtas-metragens na primeira fase e, desse total, um foi selecionado para a final: o curta Carnavalha, de Áurea Maranhão e Ramusyo Brasil.

Goiânia Mostra Curtas estreia mostra competitiva paralela de animação

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O 17º Goiânia Mostra Curtas é um festival de curta-metragens de temática livre composta de cinco mostras competitivas – das quais a Curta Mostra Brasil é a oficial e as demais são paralelas – e a Mostra Especial, não-competitiva. Dentre as mostras competitivas, a novidade desta edição é a Curta Mostra Animação, que receberá curadoria do animador e cineasta Cesar Cabral e contará com voto popular e juri oficial. As inscrições, gratuitas, de filmes para as mostras competitivas seguem abertas até dia 27 de julho de 2017, pela internet.

Cineasta Cesar Cabral assina curadoria de filmes de curta-metragens animados no festival Goiânia Mostra Curtas (Foto: Dan Santos/Icumam)
Cineasta Cesar Cabral assina curadoria de filmes de curta-metragens animados no festival Goiânia Mostra Curtas (Foto: Dan Santos/Icumam)

A nova mostra paralela substitui a Curta Mostra Municípios, que cumpriu um importante papel de incentivar a produção audiovisual pelo interior do país e, agora, deixa de compor a programação do festival.

A Curta Mostra Animação acompanha o aquecimento da produção audiovisual em curta-metragem de animação no território nacional e busca exibir um recorte amplo de animações de todas as regiões do país. Presente ano após ano de modo substancial no panorama de filmes exibidos na Goiânia Mostra Curtas, a animação agora recebe uma mostra paralela inteira dedicada ao gênero. Serão exibidas quase 10 obras recentes audiovisuais de curta-metragem de animação (de janeiro de 2016 até a atualidade).

Em 2004, o Instituto de Cultura e Meio Ambiente (Icumam) foi um dos protagonistas da criação do Núcleo de Animação de Goiás (NAG) dentro da quarta edição da Goiânia Mostra Curtas, que buscava aproximar animadores iniciantes com experientes e organizar atividades do ramo.

Essa mesma edição foi inteiramente dedicada ao cinema de animação, desde a Mostra Especial até as atividades formativas como oficinas, debates, homenagens, palestras e lançamentos literários. Além disso, o gênero sempre foi contemplado pelos projetos do Instituto, como no Curso de Formação Profissional – Núcleo de Desenvolvimento de Roteiros Audiovisuais, que oferece o módulo de animação e o Icumam Lab, que também recebe projetos do gênero.

A diretora da Goiânia Mostra Curtas, Maria Abdalla, destaca o crescimento da animação no mercado.

A animação é um gênero com muito potencial e que vive um ‘momento forte’ no cenário nacional, com boas produções. É um gênero no qual acreditamos desde o começo da Goiânia Mostra Curtas e fico feliz de podermos dedicar um espaço ainda mais justo à sua valorização nesta edição do festival

O cineasta Cesar Cabral será o curador da Curta Mostra Animação. Formado em Cinema pela ECA-USP, Cesar Cabral atua desde 2002 como diretor, animador e produtor em projetos para Cinema e Televisão. É sócio da Coala Filmes, produtora especializada em animação stop motion. Tem em seu currículo os curtas Dossiê Rê Bordosa, Tempestade e a série Angeli The Killer. Cesar foi presidente da Associação Brasileira de Cinema de Animação de 2015 a 2016.

Inscrições para a Goiânia Mostra Curtas

A participação na 17º festival Goiânia Mostra Curtas é gratuita e os vencedores das mostras competitivas levam o Troféu Icumam, além de prêmios em produtos e serviços fornecidos por parceiros da indústria cinematográfica, com foco no incentivo à produção.

Um júri oficial formado por realizadores e pesquisadores com atuação nacional elegerá os vencedores ao lado do júri popular. As mostras competitivas deste ano têm a curadoria de Maria Abdalla (Curta Mostra Brasil e Curta Mostra Cinema nos Bairros), Pedro Maciel (Curta Mostra Goiás), Georgia Cynara (16ª Mostrinha) e Cesar Cabral (Curta Mostra Animação).

O festival Goiânia Mostra Curtas ocorre entre os dias 3 e 8 de outubro de 2017 no Teatro Goiânia e tem todas as suas atividades gratuitas. Nesta edição, podem se inscrever filmes de ficção, de documentário, experimentais e de animação com duração máxima de 25 minutos, realizados a partir de 1º de janeiro de 2016 e que tenham cópia de exibição em formato de acordo com as especificações técnicas previstas no regulamento.

O evento conta com o incentivo da Lei Goyazes; apoio institucional do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual; apoio da Unimed Goiânia; e busca parcerias dos governos municipal, estadual e federal, de iniciativas privadas e do terceiro setor para sua realização.

40° Festival Guarnicê de Cinema lança projeto Memória Guarnicê

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Uma ação inédita fará parte da solenidade de abertura do 40° Festival Guarnicê de Cinema: o projeto ‘Memória Guarnicê: 40 anos de Cinema’, uma reconstrução de toda a trajetória do festival. A programação do festival tem início nesta sexta-feira (2), e a abertura ocorre no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, em São Luís.

Projeto Memória Guarnicê traz fotografias e documentário com depoimentos de personalidades que passaram pelos 40 anos do evento
Projeto Memória Guarnicê traz fotografias e documentário com depoimentos de personalidades que passaram pelos 40 anos do evento

O projeto Memória Guarnicê se divide em exposição fotográfica visual do festival, documentário institucional com depoimentos de figuras importantes que já passaram pelo evento e, ainda, lançamento do livro Guarnecendo Memórias, do professor Euclides Moreira.

A construção do projeto envolveu etapas como coleta de dados, seleção de material e organização de acervo para exposição, como comenta o produtor do 40° Festival Guarnicê de Cinema, Saulo Simões.

Nesta edição, surgiu a necessidade de se registrar a trajetória histórica deste projeto dedicado ao cinema por sua relevância no cenário cinematográfico maranhense e nacional. É uma ação que pretende resgatar, marcar este feito histórico e socializar para a comunidade local e nacional a história de um dos mais antigos festivais de cinema do País, por meio de produtos oriundos de pesquisas sobre a memória cinematográfica acumulada durante tantos anos

Autor do livro, o jornalista e mestre em Comunicação Social, Euclides Moreira Neto, diz que quando decidiu escrever o livro sentiu-se impulsionado em trazer à tona lembranças de fatos e de acontecimentos que vivenciou durante sua trajetória na comunidade acadêmica nas décadas de 1980, 1990 e nos primeiros anos dos anos 2000.

O 40° Festival Guarnicê de Cinema vai de 2 a 10 de junho, no Centro Histórico da capital maranhense e é promovido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio de seu Departamento de Assuntos Culturais (DAC).

Guardiões da Galáxia Vol. 2: minha análise sobre o filme

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OK, OK… estou mais de uma semana atrasado, mas vou analisar Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2, 2017) puramente porque quero expressar minha opinião. E sem rodeios, vou direto ao ponto: decepcionante.

Eu explico: vendo como um todo, nem achei o filme ruim. Me decepcionei, sim, ao criar tanta expectativa por Guardiões da Galáxia Vol. 2 e constatar que paguei um ingresso por algo que já tinha visto, nos trailers. De tão boa que foi a divulgação, ele, em si, tornou-se enfadonho. É como se alguém fosse te contar uma piada, mas você já soubesse o fim.

Mas há pontos positivos em Guardiões da Galáxia Vol. 2 – e não falo só da luxuosa presença de Sylvester Stallone no filme –, que traz humanidade nos personagens. A turma luta contra velhos e novos vilões, enquanto lida com descobertas que mudam o curso de suas vidas e os aproximam, ainda mais, como amigos.

Peter Quill (Chris Pratt) descobre que seu pai, ao contrário do que preferia imaginar – ou de quem preferia imaginar, David Hasselhoff – é Ego (Kurt Russell), um ‘deus’, com seu próprio planeta. Só que o que de início parece ser um ambiente perfeito, revela-se um plano maligno de dominar a galáxia.

Groot é o personagem que faz o filme valer à pena
Groot é o personagem que faz o filme valer à pena

E para evitar que esse plano se conclua, Quill terá a resposta em sua verdadeira família: Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Rocket (na voz de Bradley Cooper) e Groot (ou Baby Groot, na voz de Vin Diesel).

Aliás, Groot é o personagem que faz o filme valer à pena. Tamanha fofura derrete o coração de qualquer plateia, e até dos Saqueadores.

‘Eu sou groot’
‘Eu sou groot’

E a tal ‘humanidade’ que falei se percebe em diversos momentos do filme, seja na redenção do azulão Yondu (Michael Rooker) – que ganha o visual importado dos quadrinhos e recebe a merecida homenagem dos Guardiões – e de Nebula (Karen Gillan) – que ganha o perdão de sua irmã, Gamora –, seja na demonstração de fraternidade de Mantis (Pom Klementieff) – com sua proximidade com Drax e seu grande gesto em favor da trupe.

O senso de humor é característico, e domina Guardiões da Galáxia Vol. 2, com direito até a gargalhada de Ayesha (Elizabeth Debicki) do vilão abobalhado Taserface (Chris Sullivan). Stan Lee – criador de tudo isso –, como de costume, faz sua aparição. E até Howard, o Pato, ganha a tela num pestanejo da Marvel.

Entretanto, devo dizer: de tão complexo e extenso, o ‘Universo Marvel’ fica cada dia mais difícil de acompanhar para os espectadores comuns – aqueles que não ficam comparando cada cena com os quadrinhos –, e tende a se tornar tedioso ao fim.

Logan, despedida a Wolverine à altura de Hugh Jackman: minha análise sobre o filme

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Se era para ser uma despedida, que despedida! Há mais de 15 anos – desde X-Men (2000) – na pele do nosso querido Wolverine, Hugh Jackman ‘desencarnou’ do mutante. Logan (2017), mais que o término de um ciclo, é um presente aos fãs da série, explorando o que há de mais profundo no personagem.

Enquanto assistia, ensaiava um trecho da minha análise em que eu diria que o filme não conta com um, mas três Wolverines; mas não só um, quatro Wolverines estrelam Logan – quem estiver atento aos detalhes, verá o quarto nos últimos segundos do filme.

Sem fazer segredo – mas sem dar spoiler –, Logan é, sim, um filme de violência, bastante violência, com cenas incrivelmente realistas. Com muito sangue e ‘cabeças – no sentido literal da expressão – rolando’ pelo chão, o filme empolga aos que buscam por ação.

A história se passa em 2029, num futuro idealizado com não só o domínio das máquinas no transporte de cargas pelas rodovias dos Estados Unidos, mas também em que os fones de ouvido ainda têm fios. Pequenas ‘falhas’ à parte, este mundo do futuro está perdendo os mutantes que pouco restam.

Em uma iniciativa do projeto Transigen, liderado pelo doutor Zander Rice (Richard E. Grant) e Nathaniel Essex (Boyd Holbrook), crianças foram criadas para se tornar novos mutantes. Entre elas, Laura (Dafne Keen), ou X-23, clone malsucedido que carrega em seu corpo a carga genética de Wolverine. Laura foi adotada por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), enfermeira da Transigen. Mas assim como Laura, há outras crianças-mutantes que fugiram do projeto, e a Transigen não deixa isso por menos.

Dafne Keen é Laura, ou X-23, em Logan
Dafne Keen é Laura, ou X-23, em Logan

Na mira da maligna corporação que busca as crianças-mutantes, estão os poucos X-Men que restaram: Logan, Caliban (Stephen Merchant) e o professor Charles Xavier (Patrick Stewart), escondidos em uma fábrica abandonada na fronteira entre os Estados Unidos e o México.

Logan recebe missão de proteger sua ‘filha’, Laura
Logan recebe missão de
proteger sua ‘filha’, Laura

Logan, que até então tentava levar uma pacata vida de motorista de limusine, recebe a missão de proteger sua ‘filha’, Laura, e levá-la ao encontro das outras crianças-mutantes, refugiadas no ‘Éden’, na Dakota do Norte.

Doente e viciado em bebida, Logan mostra um lado mais ‘humano’ de Wolverine. Vai além: o filme passeia pelas nuances de filho, pai e avô de Logan. Isso é muito bem representado no cuidado que Logan demonstra ter, o tempo todo, com seu mentor, Charles Xavier; e, posteriormente, com sua ‘filha’.

Doente, Xavier vive escondido na fronteira do México
Doente, Xavier vive escondido na fronteira do México
Filme tem todos elementos de uma grande batalha
Filme tem todos elementos
de uma grande batalha

Aliás, o professor X – ainda que tomado por transtornos psíquicos – protagoniza cenas de arrepiar, demonstrando toda a força do seu poder, e a grande resistência necessária a ele.

Com X-24 – o bem-sucedido clone de Wolverine –, o filme traz a batalha mais ‘épica’, se posso assim dizer, da série; superando o até bonzinho X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origins: Wolverine, 2009) e o pouco provocante Wolverine: Imortal (The Wolverine, 2013).

Ação, drama, despedidas… não só para Hugh Jackman. Sim, outros personagens morrem no filme, dando um toque melancólico a grande parte das cenas.

Filme marca despedida de Hugh Jackman a Wolverine
Filme marca despedida de Hugh Jackman a Wolverine

Com um fim que não só honra a trajetória de Hugh, Logan ou Wolverine – como você preferir –, mas homenageia todos os X-Men, só não se não se rendem à emoção os mais fortes.

Cinquenta Tons Mais Escuros: minha análise sobre o filme

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‘Ahhh’; ‘Uhhh’… mesmo que você não goste do gênero, assistir a um filme como Cinquenta Tons Mais Escuros (Fifty Shades Darker, 2017), com uma plateia tão ‘devota’, se torna bastante divertido com tantos suspiros a cada cena. Afinal, ele foi feito sob medida para elas. Cinquenta Tons Mais Escuros entrou em cartaz nesta semana nos cinemas de todo o Brasil. Fui assistir, e essa é minha análise sobre o filme.

Entendendo o significado de amor, Christian busca reconquistar Anastasia
Entendendo o amor, Grey
busca reconquistar Ana

Cinquenta Tons Mais Escuros é a tão aguardada sequência de Cinquenta Tons de Cinza, da obra de E. L. James. O segundo filme da trilogia é uma viagem ao passado do jovem e poderoso Christian Grey (Jamie Dornan) – enfim com cara de homem, e não de menino –, e traz respostas sobre as características de sua personalidade.

Depois do afastamento de Anastasia Steele (Dakota Johnson), acontecido já em Cinquenta Tons de Cinza, Christian quer reconquistá-la. Mas o papel de dominante, agora, é de Anastasia, que impõe suas condições.

Difícil não comparar as duas peças: em 2015, comentei que Cinquenta Tons de Cinza parecia mais com ‘um novo Crepúsculo’, dado ao fato de nos fazer ‘imaginar que o enredo segue uma fórmula da fábula infantil: a sensação de perseguir o inalcançável – assim como Bella, de Crepúsculo, almeja um amor com todas as complexidades de um ser imortal’.

Mais ‘amadurecido’, Cinquenta Tons Mais Escuros realmente parece ter mais a mão de E. L. James no comando da produção. A linguagem praticamente grosseira foi substituída por uma sofisticação maior dos diálogos, algo que eu também já havia comentado em 2015.

Cinquenta Tons Mais Escuros apresenta maior sofisticação
Cinquenta Tons Mais Escuros apresenta maior sofisticação

Algumas características foram, por bem, preservadas, como fotografia impecável – aprimorada após Cinquenta Tons de Cinza – e novos arranjos dados a hits conhecidos – como Crazy In Love, consagrada na voz de Beyoncé, e desta vez regravada por Miguel.

Só faltou apreço pela continuidade; em dois pontos do filme, encontrei falhas. O corte de algumas cenas que estavam nos trailers de Cinquenta Tons Mais Escuros, acho eu, podem explicar a ocorrência delas.

Cinquenta Tons Mais Escuros tem dramalhão digno de novela mexicana

Bella Heathcote é Leila em Cinquenta Tons Mais Escuros
Bella Heathcote é Leila em
Cinquenta Tons Mais Escuros

Mais romântico e mais denso, Cinquenta Tons Mais Escuros apresenta, também, ‘vilões’ à sequencia: Leila (Bella Heathcote) – antiga submissa, que, agora perturbada, tem como missão separar Christian e Anastasia –, Elena Lincoln (Kim Basinger) – a sádica amiga da mãe adotiva de Christian que o inicia na prática, inconformada com a união de Grey e Ana – e Jack Hyde (Eric Johnson) – chefe de Anastasia, que tem a vida destruída por Christian após flertar com Ana.

Acredito que, na tentativa de encurtar o enredo, o resultado foi um tanto embaraçoso. Uma forma de atacar diversas frentes ao mesmo tempo, sem diluir a quantidade de informação no tempo certo durante a sequência.

Já o toque dramalhão de algumas cenas nos dá a sensação de estar diante de uma verdadeira ‘novela mexicana’, ao clássico estilo ‘tiro, porrada e bomba’.

Ainda assim, Cinquenta Tons Mais Escuros convence, e cria expectativa para Cinquenta Tons de Liberdade, previsto para fevereiro de 2018.